Conexão móvel traz novas ameaças, diz
especialista
Criminosos virtuais descobriram que a internet em
funcionamento normal é melhor aliada para os seus golpes
Camila Fusco, da Folha de SPaulo
Criminosos virtuais que durante décadas derrubavam redes ou
interrompiam conexões como forma de diversão e até mesmo para
atingir objetivos financeiros descobriram que a internet em
funcionamento normal é a melhor aliada para os seus golpes.
Essa é a análise de Paul Mockapetris, americano que criou há 28
anos o sistema que converte os endereços de internet em números,
conhecido como sistema de nomes de domínio, o DNS.
"Os criminosos não querem destruir as redes. Eles querem usá-las
para ganhar dinheiro de forma cada vez mais eficiente",
afirma.
Mockapetris reconhece que, quando criou o DNS há quase três
décadas, não era possível sequer prever as questões de segurança
envolvidas hoje e afirma que a disseminação da banda larga e a
multiplicidade de aparelhos permitiram tal sofisticação nas
ameaças.
"Não era algo a se pensar naquela época. Quando criaram seu
primeiro avião, os irmãos Wright não incluíram banheiro ou carrinho
de bebidas. As adaptações vieram com o tempo", disse.
Para ele, essa fase de adaptação ainda é necessária para os
equipamentos conectados, como conexões em automóveis e sistema de
trocas de dados GPRS, como a usada em leitores eletrônicos para
contas de luz e água. Esses são os aparelhos que deverão passar por
uma fase de maior proteção nos próximos anos.
Parte das atribuições de Mockapetris é liderar a Nominum, que
fornece serviços de proteção de redes a provedores de internet e
operadoras.
A companhia vai fornecer à Telebrás sistemas de proteção às redes
que incluem segurança ao usuário.