PromonLogicalis na mídia // TIM investe em IPv6 para atender demanda de clientes


TIM investe em IPv6 para atender à demanda de clientes

De acordo com Leonardo Queiroz, diretor de top clientes da operadora, migração para novo protocolo reduz custo e abre possibilidades para novos serviços

Vitor Cavalcanti

Tarefa inevitável, a migração de IPv4 para IPv6 tem atingido diversas companhias. Apesar da complexidade e da necessidade de investimento, entretanto, os benefícios são grandes. Na TIM, que investiu R$ 1,3 milhão num grande projeto de migração, o foco está em melhorar qualidade da rede de dados e, também, atender às demandas de grandes clientes corporativos.

Como explica Leonardo Queiroz, diretor de top clients da operadora, existe uma grande demanda por parte dos clientes corporativos para essa migração, principalmente, pela pouca quantidade de endereços disponíveis no protocolo anterior. Além disso, ressalta o executivo, esses clientes estão em busca das facilidades e oportunidades oferecidas pelo IPv6.


Leia a reportagem diretamente no site da InformationWeek Brasil

“Ele traz mais segurança”, exemplifica Queiroz. “Com o aumento do uso de M2M, tablets e smartphones, as empresas têm usado máscaras para dar IP aos usuários e isso limita os serviços disponíveis já que precisa passar por um servidor. Com o IPv6, cada aparelho tem seu próprio número e pode usar diversos serviços que não poderiam anteriormente.”


Ambev e Petrobrás estão entre as corporações que têm demandado a migração, já que são grandes usuárias. Também força a migração para IPv6 a computação em nuvem. Como explicou Queiróz, quando se compra aplicativos em nuvem é preciso ter um endereço de IP exclusivo, até pela segurança propiciada, e no esquema de máscara isso não é possível.


Sobre a qualidade dos serviços prestados e facilidade operacional, o diretor afirma que tudo melhora – tanto para o cliente quanto para a própria TIM. “Para nós, a máscara é como compartilhamento, passa por servidor e perde qualidade. Com IP exclusivo, isso não existe.”

O projeto de migração para IPv6 da TIM aconteceu com uma parceria firmada com a Cisco e com a PromonLogicalis. Trata-se de um trabalho complexo já que, no início, é preciso rodar os dois protocolos. “Não migramos tudo, isso acontece aos poucos e também depende do cliente, muda DNS.”


Aos clientes que optam pela migração, existe certa de indisponibilidade do serviço, mas, segundo Queiróz, não passa de duas horas e todo o processo é executado em horários de baixo uso da rede. Neste momento, o custo pode até ser reduzido para o cliente, que não precisará dos servidores para rodar máscaras. Quando a migração estiver 100% concluída, o benefício de redução de custo chegará também à TIM. O executivo diz que isso ainda não acontece pela necessidade de rodar conjuntamente IPv4 e 6.


Com o projeto concluído, Queiróz vê novas oportunidades para a telco como a exploração de IPTV e também melhorar a qualidade de acesso ‘multi class’ – como no caso de videoconferência. Hoje, com o uso de máscara, a qualidade não é das melhores. “Todo mundo que sabe que temos IPv6 está pedindo a migração, até porque, facilita o trabalho da TI.”