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Oportunidade para as MVNOs

 

Bruno Amaral, da Decision Report


Abrir o mercado para novas alternativas tecnológicas pode trazer benefícios ao consumidor, mas inicialmente representa desafios. Esse é o caso das Operadoras Móveis Virtuais (ou, na sigla em inglês, MVNO), tema de um painel na terça-feira (13) durante a Futurecom 2011, evento de TI e Telecomunicações que acontece em São Paulo, capital, até o dia 14 de setembro no Transamérica Expo Center. O debate reuniu executivos e especialistas no assunto para discutir as oportunidades e desafios com uma visão sobre a prestação desses serviços.

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De fato, há um ensejo para um modelo de negócios diferenciado, oferecendo serviços personalizados ou atuando em localidades onde grandes operadoras não conseguem ou não possuem interesse de trabalhar. Outra possibilidade é a de "atender ao negócio core da empresa ou colocar serviços para competir com produtos de massa", como fala Jalmar Ribeiro, da Huawei.

 Ribeiro compara com as redes sociais, onde se encontram "tribos". "É onde as MVNOs entram, para pessoas dispostas a pagar por isso", afirma, mencionando a busca por valor agregado nas telecomunicações de nicho. "É uma oportunidade imensa para empresas - e não só as grandes", completa.


No entanto, é importante as companhias terem uma ideia abrangente sobre o assunto. "É preciso saber o que estão montando, se isso está bastante claro. MVNOs não são certeza de lucro, é raro acontecer isso", alerta Luís Monoru Shibata, diretor de Consultoria da PromonLogicalis, companhia integradora com clientes grandes empresas como Vale, Natura, Localiza, Racional Engenharia, além das "principais operadoras de telecomunicações".


Mats Palving, diretor de Soluções BSS/OSS da Ericsson na América Latina, concorda. "Players entram sem muito conhecimento e podem precisar de apoio", explica. Para o executivo, os fornecedores têm responsabilidade na infraestrutura e também na estratégia oferecida no papel de parceiro de negócios.


Segundo Luís Cláudio Santos Rosa, diretor Geral da TEL-NT no Brasil, há mais problemas, como o do desperdício na hora do planejamento. "Já temos compartilhado infraestrutura, não é possível ficar investindo redundantemente", diz. Dessa forma, tudo isso se torna muito oneroso, necessitando de um modelo de negócios prático, "que faça sentido". "Não existe muita gordura na cadeia de valores e a tributação é perversa", adiciona João Moura, Presidente Executivo da TelComp.


Emília Ribeiro Curi, conselheira Diretora da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), afirma que as MVNOs podem "gerar emprego, competição e qualidade". Com isso, segundo ela, há uma melhoria nos serviços prestados, resolvendo um gargalo histórico no tratamento dado ao consumidor por parte das operadoras convencionais, considerado como de má qualidade. “Parceiros estão interessados nesse mercado e 2012 será o ano desses grandes negócios”, completa.