Nível de migração das empresas para IPv6 está próximo de
zero
Em fevereiro, Nic.br fará dia do
IPv6 no Brasil
De acordo com o gerente de tecnologia da PromonLogicalis, Lucas
Pinz, o nível de migração das empresas nacionais para o IPv6 está
próximo de zero. "Empresas como a ComCast nos Estados Unidos, China
Telecom e NTT no Japão começaram seus planejamentos em 2004, mas
são mercados com maturação diferente. O Lacnic tem apenas 20% de
endereços IPv4, o que é muito pouco, porque o tráfego de dados
corporativos, de vídeo e banda larga cresce por ano 50% na região.
Este estoque deve acabar na América Latina em 2014 e no Brasil pode
ser antes".
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O Dia Mundial do IPv6 ajudou a testar os problemas, listar
necessidades e cenários ideais com o apoio de grandes portais. Em
fevereiro, o Nic.Br deve promover um dia IPv6 brasileiro. "Não é
possível pensar em retorno com o IPv6 e sim na manutenção de
clientes, no time-to-market (tempo das evoluções/ novidades/
tendências chegarem ao mercado) e em deixar as operadoras
preparadas para concorrências que já têm exigido isto, além de
assegurar a continuidade dos negócios".
O executivo avalia que o governo tem um papel importante nesta
mudança, porém no caso do brasileiro não é como no Japão, União
Europeia ou Estados Unidos, que por exemplo, no caso deste último
determinou que os órgãos governamentais tinham que suportar IPv6
até agosto do ano passado. Segundo Pinz, embora os acadêmicos
trabalhem num cenário ideal em que a mudança já deveria estar
praticamente finalizada, trata-se de uma transição que demanda
tempo. "É preciso planejar como será realizada com os equipamentos
e assinantes, trials, análises, oferecer pacotes de ofertas IPv6
aos clientes e praticamente 'catequizá-los', já que a maioria não
tem sistema operacional que suporte o novo padrão ou mal sabe sobre
ele.
A PromonLogicalis tem participado de eventos, laboratórios e testes
IPv6 em Israel e nos Estados Unidos, tem parceria com a fornecedora
de equipamentos Cisco e pode prover consultoria e soluções nesta
transição.
Telepresença
Durante a Futurecom2011 a empresa também demonstra sua solução
de telepresença, ligando equipes da empresa, Embratel e Cisco. São
ofertas que reduzem gastos com viagens e diminuem o impacto
ambiental, podendo trazer retorno do investimento em dois a três
anos. A economia com viagens e hora-homem varia de 30 a 35%. Também
é possível trabalhar com telepresença ou vídeoconferência como
serviço e reduzir custos, levando a tecnologia para empresas de
diferentes portes. "O setor financeiro podem usar como diferencial
em contato com consultores de investimentos e o de saúde, com
especialistas à distância".
Cloud
A solução cloud computing da companhia tem conseguido redução de
custos de infraestrutura de 30 a 40% no TCO (total cost ownership),
mesmo com os grandes projetos de data center virtualizados ainda em
implementação. Além disso, trata-se de um sistema green IT, pois a
redução de máquinas viabiliza de 15 a 20% menos consumo de
energia.
Pinz destaca ainda a solução de segurança de backbone, que mitiga
100% dos ataques, conseguindo separar o tráfego de usuário não
contaminado do tráfego sujo. Em seu portfolio, a companhia tem a
Telebrás, coordenadora federal do Plano Nacional de Banda Larga
(PNBL), que firmou um contrato para fornecimento do Sistema
Vantio(TM) Intelligent DNS, da Nominum. A solução será responsável
pelos serviços de caching DNS e servidores DNS autoritativos ANS
Premier(TM) para o PNBL.