A videoconferência foi para a nuvem
Ao optar pela videoconferência como serviço, as
empresas transformam o CAPEX em OPEX sem abrir mão do aumento de
produtividade, da agilidade na tomada de decisões e da redução de
custos
*Adriano Gritti
Com o amadurecimento dos departamentos de TIC,
um dos segmentos do mercado de tecnologia que mais cresce é o de
serviços gerenciados. De acordo com números do Gartner, o setor
movimentou cerca de US$16,5 bilhões na América Latina em 2010 e,
até 2013, o crescimento anual médio será de 6,9%, atingindo a marca
de US$ 22,1 bilhões ao final do período.
O aquecimento do setor está diretamente ligado
às mudanças pelas quais as áreas de TI corporativas e,
consequentemente, o CIO vêm passando nos últimos anos. A
transformação do gestor de TIC em um “homem de negócios”, a
profissionalização e o aumento da oferta de prestadores de serviços
de TIC, a escassez de mão de obra qualificada e a evolução
exponencial da tecnologia da informação vêm pavimentando o caminho
para a terceirização das atividades da área.
A contratação de serviços gerenciados de TIC,
consiste em uma decisão estratégica. Trata-se de transferir parte
ou todos os recursos, custos e riscos de tecnologia da informação
para um prestador de serviços especializado, capaz de prover esses
recursos de forma mais eficiente e com menos custo. Como resultado,
a empresa e o CIO podem dedicar recursos humanos e financeiros para
áreas mais críticas de seu negócio.
A partir da disseminação desse modelo, e com a
maturidade crescente dos fornecedores e a confiança cada vez maior
dos gestores de TIC, começam a surgir novas tecnologias oferecidas
“como serviço”. É o caso, por exemplo, das soluções de colaboração
por voz e vídeo, entre as quais estão videoconferência e
telepresença.
Com valor já comprovado no mercado, as
soluções de comunicação por vídeo vêm sendo cada vez mais
procuradas por corporações que possuem muitas unidades espalhadas
pelo País, assim como as que têm escritórios internacionais. Os
principais benefícios observados após a adoção dessas tecnologias
são a redução dos custos com transporte e hospedagem, diminuição
dos gastos com telefonia convencional, aumento da produtividade,
mais agilidade na tomada de decisão e, principalmente, melhor
aproveitamento das horas de trabalho dos executivos.
Até alguns anos atrás, corporações que buscassem esse tipo de
resultado precisavam fazer investimentos significativos em
equipamentos, além de ter profissionais de TI dedicados para o
gerenciamento e a manutenção do ambiente. Hoje, existe a
possibilidade de se ter acesso aos benefícios das soluções de
colaboração por voz e vídeo, sem a necessidade de se adquirir os
ativos.
Ao optar pela videoconferência como serviço,
as empresas transformam o CAPEX em OPEX sem abrir mão do aumento de
produtividade, da agilidade na tomada de decisões e da redução de
custos operacionais proporcionadas pela tecnologia. Além disso,
podem optar ou não pela contratação de serviços complementares,
como agendamento automático de reuniões, monitoramento remoto,
gravação das sessões e o “concierge”, profissional residente para
realização de agendamentos, acompanhamento das sessões e manutenção
preventiva.
O modelo de negócio possibilita ainda que o
cliente decida se, ao final do contrato de prestação de serviços,
irá adquirir os equipamentos; ou se irá renovar o contrato, optando
pela atualização do parque por soluções up-to-date com o
que há de mais moderno em termos de tecnologia.
Em resumo, atualmente os benefícios das
soluções de colaboração por voz e vídeo estão acessíveis a qualquer
cliente, sejam aqueles que têm condições de fazer o investimento em
ativos, assim como as empresas que preferem usar as soluções
mediante ao pagamento de uma taxa mensal, sem precisar de altos
gastos iniciais.
*Adriano Gritti é Engenheiro de Tecnologia da
PromonLogicalis